
Se eu conseguisse, se Deus (que sabe quem eu sou e não vai me dar asas ) me concedesse uma graça... amigos, eu queria ser Lisa Simpson.
Budista, ativista, sensível, toca saxofone, vanguardista, dona de um gato chamado "bola de neve preta", e super bem informada. Detalhe:Lisa tudo isso com apenas oito anos de idade.
Por isso, a pequena notável merece um post só dela.




O lado bom de se trabalhar num jornal é que vez por outra vc acorda, toma café, chega na redação e sua primeira pauta do dia é acompanhar um velhinho de noventa e poucos anos que é ídolo das multidões desde que vc ainda era apenas uma criança. No meu caso, antes mesmo de nascer.
Foi assim com Arraes. Ele em sua casa, por sinal uma casa bem simples mas extremamente aconchegante, recebendo além de uma tuia de repórteres, fotógrafos, cinegrafistas e assessores,ele, o " Arraia milagreiro", recebia uma curriola de políticos. O motivo da reunião tão cedo da manhã era que os índios da tribo queriam conselhos do pajé para que um deles pudesse se tornar cacique do congresso.
Bom... Arraes é de fato mito porque, mesmo naquela idade ainda dá a palavra final em muitas coisas, faz e desfaz alianças, decide rumos e metas de seu partido e por aí vai. O problema é que Greenhalg não tava conseguindo ouvi-lo muito bem. O camarada se esforçou tanto, mas tanto que teve uma hora, vencido pelo indefectível pigarriado de Arraes, decidiu abstrair, acendeu um cigarro e ficou olhando para o horizonte. O resultado da mal criação vcs já conhecem: veio lá de João Alfredo.
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